terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A REPRESENTAÇÃO DO ESPAÇO GEOGRÁFICO: A CARTOGRAFIA

A cartografia é a ciência de representar através de gráficos e mapas uma área geográfica em uma superfície plana. “O conhecimento da cartografia é fundamental para entender e interpretar mapas, sendo indispensável para trabalhar e conhecer o espaço geográfico e nele se movimentar”.

A CARTOGRAFIA: INTERESSE MUITO ANTIGO

Há muito tempo ocorreram as primeiras tentativas de representar o que é chamado hoje de espaço geográfico. Diferentes povos procuravam expressar uma idéia chamada de Universo das mais variadas formas:



A região da Mesopotâmia corresponde hoje ao Iraque.
Confira o mapa a seguir:



Os gregos foram os primeiros a introduzir as primeiras noções de matemática e cosmografias nas representações da Terra. Seus principais representantes foram Aristóteles (384 a.C. – 322 a.C.) e Hecateu de Mileto (século VI a.C.).
Durante a Idade Média (Século V ao XV), os ensinamentos dos gregos ficaram no esquecimento, e a Igreja católica adaptou os conhecimentos geográficos aos ensinamentos bíblicos.


AS GRANDES NAVEGAÇÕES: E O MUNDO CRESCEU...


A partir do século XV, tem início o período das Grandes Navegações, que foi marcado pela expansão dos países da Europa, motivados pelo desenvolvimento do comércio com as Índias.
Algumas invenções contribuíram para o desenvolvimento dessas viagens, como a bússola, o astrolábio, as caravelas. Os novos conhecimentos trouxeram grandes progressos também para a cartografia.
Os primeiros mapas desse período eram elaborados de acordo com as necessidades da navegação marítima e pelos navegadores, que descreviam os pormenores da costa marítima por onde passavam: por isso apresentavam mais detalhes costeiros, deixando em segundo plano a representação do interior dos continentes. Esses mapas eram chamados de Portulanos.



SÉCULOS XVI-XIX: A CARTOGRAFIA DO PODER

Os cartógrafos desse período não eram mais navegadores e exploradores, mas astrônomos e matemáticos, entre os quais se destacavam os alemães e os flamengos, como Mercator (1512 – 1594), autor da projeção cartográfica que leva seu nome e da qual falaremos nesse capítulo.
Esses profissionais prestavam serviço ao Estado, elaborando mapas tanto para a administração como para a estratégia de guerra.

SÉCULOS XX – XXI: A CARTOGRAFIA E A TECNOLOGIA

A ciência cartográfica passou por uma verdadeira revolução na segunda metade do século XX. Modernas técnicas, como fotografias aéreas ou de satélite, sensoriamento remoto, uso de GPS para a elaboração de mapas, informatização de dados geográficos com várias finalidades marcam a cartografia do século XXI.
As cartas e os mapas temáticos que surgiram no século XX são fundamentais para e representação do espaço geográfico atual. A necessidade do levantamento de dados geográficos para diversos fins (construção de estradas, de usinas, avaliação de pequenas empresas) fez surgir empresas especializadas na prestação desses serviços.
Os mapas deixam de ser apenas instrumentos para estrategistas, turistas, ou recursos para aulas de geográfica e se tronam ferramenta básica para inúmeros outros profissionais, ajudando a definir as relações políticas, sócias e econômicas entre os povos.

CARTOGRAFIA: ARTE E CIÊNCIA

“Cartografia é a arte e a ciência de expressar graficamente, por meio de mapas e cartas, o conhecimento humano da superfície da terra”.


FOTOGRAMETRIA

Fotogrametria é a técnica de elaborar cartas com base em imagens obtidas por fotografia aérea e com a utilização de aparelhos e métodos estereoscópicos, que permitem a representação de objetos em um plano e sua visão em três dimensões.
Os tipos de fotografias aéreas mais usadas são os mosaicos cartográficos, montagens de fotografias aéreas, e as ortofotocartas, imagens com escala precisa, em que podem estar representadas curvas de nível, ruas, limites, etc.

TECNOLOGIA DE SENSORIAMENTO REMOTO

As técnicas de sensoriamento remoto caracterizam-se pela separação física entre setor e o objeto de estudo que está na superfície da Terra. Podemos chamar de sensoriamento remoto o conjunto de técnicas que permite obter informações sobre a superfície da Terra por meio de sensores instalados em satélites artificiais.
As imagens obtidas são utilizadas para o levantamento do meio ambiente, geomorfologia, agricultura, cartografia entre outras aplicações.


TECNOLOGIA DE POSICIONAMENTO GLOBAL


O GPS, é um sofisticado sistema de navegação ou posicionamento global que informa com exatidão a latitude, a longitude e a altitude de um lugar, possibilitando o mapeamento de rotas marítimas e terrestres, de correntes marítimas, de ecossistemas, bem como o monitoramento de desastres ambientais e da fauna de certas regiões.


MAPAS E CARTAS


As cartas geralmente são relacionadas com a parte sólida do terreno, mas o mapa se encarrega da parte descoberta.
No Brasil, costumamos diferenciar mapa de cartas baseada no diferença de escalas, onde os mapas são desenhados em escala pequena e são mais generalizados e as cartas em escala bem maior onde mostram muito mais detalhes.
As catas e os mapas podem ser classificados em:

• Gerais, que contêm informações sobre temas variados como divisão política, cidades principais, rios, montanhas, mares e outros, geralmente são elaboradas em escala reduzida (1:1 000 000).

• Especiais, que já são mais especificas, dirigida a profissionais especializados em determinadas áreas, como geólogos e meteorogista.

• Temáticos, fazem referencia a um determinado aspecto da geografia, como os topográficos que mostram detalhes do relevo terrestre, ou também os edafológicos, representantes do solo, climáticos, urbanos, econômicos, geológicos, agrários e outros.

De acordo com a escala, os mapas e cartas que conhecemos são:

• Mapas ou cartas topográficas com escala de 1: 25000 a 1: 250000, e já as cartas possuem um certo grau de precisão na representação da área escolhida.

• Mapas ou cartas geográficas: Têm escala de 1:500 a 1:10 000 , e as representam grandes regiões, como paises, continentes e mundo.

• Cartas cadastrais ou plantas: sua escala varia de 1:500 a 1:100 000 , e as cartas são geralmente plantas urbanas com detalhes que auxiliam na administração.


PROJEÇÃO CARTOGRÁFICA

Projeções cartográficas é o resultado de um conjunto de operações que permite representar, por meio de paralelos e meridianos , os fenômenos que estão dispostos na superfície.
Podem ser classificadas em: conformes, equivalentes, eqüidistantes ou afilaticas, onde tudo depende das propriedades geométricas presentes, e também podem será agrupadas em três categorias: cilíndricas, cônica ou planta.

• Eqüidistantes: é aquela na qual as áreas, mantêm-se proporcionalmente idênticas as da esfera, como por exemplo, o mapa de Peters.




• Eqüidistante: é aquela onde as distâncias entre as regiões é precisa, onde a mais comum à projeção eqüidistante tem como centro um dos pólos, mas pode ser qualquer ponto na superfície como por exemplo Brasília.

• Conformes: é onde os ângulos são idênticos aos do globo, onde a mais conhecida é a de Mercator.




ESCALA


Estabelece a relação entre o tamanho real na superfície terrestre e sua representação no mapa, onde os dois tipos mais usados são a escala numérica e a escala gráfica.
A numérica é onde o numerador representa a distancia no mapa e o denominador, a distância na superfície real, como por exemplo:
Uma escala 1:100 000 lê-se “escala um por cem mil”, onde se deduz que a superfície representa foi reduzida 100 mil vezes, ou seja 1cm no mapa é a mesma coisa que 100 000 cm: km na realidade.
Escala Gráfica é uma linha reta, onde se indica a relação com as distâncias representadas no mapa. Por exemplo: 1 CM: 100 KM.

Onde quanto maior é a escala, menor é a área representada é muito mais rica em detalhes.



LINGUAGEM DOS MAPAS

A linguagem usada nos mapas chama-se : a linguagem dos mapas ou linguagem cartográfica.
Ao tentarmos verificar e entender um mapa devemos levar em consideração sua linguagem indicada na legenda através de símbolos ou mesmo cores.
A orientação de um mapa é descrita através de uma rosa-dos-ventos ou uma seta indicando o norte, sabendo-se que o norte localiza-se na parte superior do mapa.
A legenda é a parte fundamental de um mapa, sendo representada por símbolos, em especial sinais, figuras e ainda por cores indicando a diferenciação de cada parte que será descrita no mapa.
O relevo pode ser representado de diferentes formas, sendo cores que indicaram a altitude, por hachuras, cores que salientam uma parte do mapa e por blocos-diagramas, representação gráfica do sistema.
Para definir o relevo o relevo do solo e definir suas diferenças por meio de curvas de nível, usamos a topografia. Com isso chegamos a uma carta topográfica, usado nos projetos de engenharia, agronomia, arquitetura e urbanismo.
As curvas do nível também recebem o nome de isoípsas, sendo linhas que unem os pontos de mesma latitude na superfície que esta sendo representada.
Para interpretar uma linha deve-se saber que:
• Quanto mais declinado for o terreno, mais próximas seram suas curvas de nível, em terrenos íngremes costumam estar mais afastadas.
• Entre duas curvas de nível existe a mesma diferença de altitude.
• Os pontos situados na mesma curva de nível terão a mesma altitude.
• Os rios nascem nas áreas mais altas e correm para as mais baixas.

A intersecção da superfície do solo com o plano vertical que passa em determinada região é chamado de perfil topográfico ou perfil do relevo. O perfil topográfico possibilita a visualização das partes altas e baixas do relevo no corte horizontal da carta que representa a região.
O perfil topográfico de uma área pode ser traçado pelas curvas de nível traçadas. Os perfis mostram mais detalhes do que os mapas porque utilizam uma e escala horizontal e uma vertical.

Em um perfil representam-se :

• Altura: dimensão vertical;
• A forma das encostas e a declividade: dimensão horizontal;
• A orientação: indicada pelos pontos cardeais;
• A escala horizontal: geralmente idêntica a do mapa representado;
• A altitude: escala vertical.



REFERÊNCIAS


ALMEIDA, Lúcia Marina Alves de.Geografia geral e do Brasil. Ed. Ática, São Paulo, 2005.

Página WEB: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cartografia
Acesso em: 07/12/2009

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A Formaçao do Espaço Natural:Placas Tectonicas e Estrutura Geológica

O espaço geográfico é o espaço construído e transformado pelo Homem. Mas basicamente é onde vivemos e o espaço das sociedades ou a dimensão espacial do social.

Existem diversas teorias, mas a mais aceita sobre a origem do universo é a do Big Bang, no qual, antes de tudo o que está aí, constelações de estrelas, planetas, cometas, satélites, etc. havia um ponto concentrando toda a matéria existente, e por isso mesmo com uma densidade altíssima. Em um momento qualquer houve uma grande explosão, fazendo com que a matéria existente neste ponto se espalhasse e se misturasse, formando todas as coisas existentes e com movimento de expansão em todo o universo, que emergiu de um estado extremamente denso e quente há cerca de 13,7 bilhões de anos.

A partir do resfriamento superficial do magma, que consolidou as primeiras rochas, por isso chamadas magmáticas. A cristalização dos minerais e as transformações da estrutura molecular das rochas deram origem a estruturas geológicas compostas de rochas magmáticas, nas quais denominamos escudos cristalinos formando então a litosfera.

A origem da terra data de 4,6 bilhões de anos atrás. Diz-se que após ser lançada do núcleo cósmico, começa o processo de formação. A Terra era formada por materiais líquidos ou pastosos, e devido à ação da gravidade os objetos muito densos foram sendo empurrado para o interior do planeta o processo é conhecido como diferenciação planetária, enquanto que materiais menos densos foram trazidos para a superfície.
A origem dos continentes se deu com a fragmentação das terras imersas, de um bloco único a Pangéria Há duas teorias sobre esse fato: A teoria da derivados continentes segundo Wegener teria existido uma única grande massa continental, a Pangéia. A principal evidência dessa teoria era a possibilidade de encaixe perfeito entre a costa ocidental da África e a costa oriental da América do Sul. A Pangéia teria se dividido em dois continentes: Laurasia (America do Norte e Eurásia) ao norte e Gondowana (América do Sul, África, Antártida, Austrália e Índia), assim as divisões foram se sucedendo até o que é atualmente; Teoria das placas tectônicas surgiu após a deriva dos continentes. Afirma que os continentes se separaram devido ao movimento das placas tectônicas que estão em cima das atmosferas (substrato pastoso).
A estrutura interna da Terra é constituída por: crosta (com materiais mais leves, as rochas e os minerais – é a Litosfera); o manto (que é a camada intermediária) e o núcleo (com os materiais mais densos).
A espessura média da crosta varia de 5 a 10 km para a ocorrência e entre 25 a 5 km para a continental, sendo que sob as cordilheiras, como as do Himalaia, esta espessura pode atingir até 100 km. Estas camadas de crosta mais uma porção rígida do manto superior sobposta constituem a Litosfera.
A litosfera tem espessuras variadas, tendo como média 10 km. É composta por falhas e fraturas profundas em Placas Tectônicas. A distribuição dessas placas na Terra é ilustrada na figura:


Atualmente, a crosta terrestre é constituída por cerca de doze placas tectônicas, que ficam literalmente boiando em cima do magma pastoso. Há milhões de anos, quando se iniciou sua movimentação, devia haver menos placas. Ao moverem-se em vários sentidos, as placas acabaram se encontrando em determinados pontos da crosta e dando origem aos dobramentos modernos, aos terremotos, etc. A palavra tectônica deriva do radical grego tektoniké “arte de construir”. Assim, ao se movimentarem sobre o magma, desde o final da era Mesozóica, as placas acabaram por se “chocar” em certos pontos, o que determinou, ao longo de milhares de anos, alterações no relevo
Na faixa de contato entre as placas, seja na zona de formação, em geral nas dorsais oceânicas, ou de destruição, em geral no contato do oceano com o continente, a crosta é frágil, o que permite o escape de magma, originando os vulcões e, em função do atrito, há ocorrência de abalos sísmicos. As placas oceânicas são pesadas e densas e, tende a mergulhar sob as placas continentais, fenômeno conhecido como subducção, dá origem às fossas marinhas ou regiões abissais e ocorre onde há o encontro das placas.


Tipos de Limites entre placas litosféricas
Os limites das placas tectônicas podem ser de três tipos:
Limites Divergentes: marcados pelas dorsais meso-oceanicas, onde as placas tectônicas afastam-se uma da outra, com a formação de uma nova crosta oceânica.
Limites Convergentes: onde as placas tectônicas colidem, com a mais densa mergulhando sobre a outra, gerando uma zona de intenso magmatismo a partir de processo de fusão parcial da crosta que mergulhou. Nesses limites ocorrem fossas e províncias vulcânicas.
Limites conservativos: onde as placas tectônicas deslizam lateralmente, uma em direção á outra, sem destruição ou geração de crostas, ao longo de fraturas denominadas Falhas Transformantes.
É em torno desses limites de placas que se encontram a mais intensa atividade geológica do planeta, como sismos, vulcanismo e orogênese.

Que forças movem as placas tectônicas?
Sabemos qual o motor que faz as placas tectônicas se moverem, mas não sabemos explicar exatamente como os processos naturais fazem este motor funcionar. Entretanto, nos podemos modelar as causas dos movimentos e testar esses modelos com base nas leis naturais. O que sabemos é que a astenosfera e a litosfera estão intrinsecamente relacionadas. Se a esterosfera se mover, a litosfera será movida também. Sabemos ainda que a litosfera possui uma energia cinética cuja fonte é o fluxo térmico interno da terra, e que este calor chega à superfície através das correntes de convecção do manto superior. O que não sabemos com certeza é como as convecções do manto iniciam o movimento das placas.
De forma análoga este movimento de convecção ocorre no manto. Entretanto, a convecção no manto refere-se a um movimento muito lento de rocha, que sob condições apropriadas de temperatura elevada, se comporta como um material plástico-viscoso migrando lentamente para cima. Este fenômeno ocorre quando um foco de calor localizado começa a atuar produzindo diferenças de densidade entre o material aquecido e mais leve e o material circundante mais frio e denso. A massa aquecida se expande e sobe lentamente. Para compensar a ascensão destas massas de material do manto, as rochas mais frias e densas descem e preenchem o espaço deixado pelo material que subiu, completando o ciclo de convecção do manto.


A velocidade do deslocamento das placas tectônicas
Em media, a velocidade de movimento das placas tectônicas é considerada de 2 a 3 cm/ano, embora a velocidade relativa constatada entre algumas placas seja muito maior do que entre outras. Geralmente, as diferenças de velocidade estão relacionadas à proporção de crosta continental presente nas placas. As placas Sul-Americana e Africana mostram baixas velocidades, enquanto as placas com pouco ou nenhum envolvimento de crosta continental, como a do Pacífico, tendem a exibir velocidades maiores. Além disso, a velocidade das placas depende também da geometria do movimento da placa em uma superfície esférica.
As colisões entre placas tectônicas
O movimento das placas tectônicas produz ao longo de seus limites convergentes colisões que, em função da natureza a composição das placas envolvidas, irá gerar rochas e feições fisiográficas distintas. Nesse sentido, o choque entre placas litosféricas pode envolver crosta oceânica com crosta oceânica, crosta continental com crosta oceânica ou crosta continental com crosta continental.
Quando placas oceânicas colidem. A placa mais densa, mais antiga, mais fria e mais espessa mergulha sob a outra placa, em direção ao manto, carregando consigo parte dos sedimentos acumulado sobre ela, que irão se fundir em conjunto com a crosta oceânica em subducção. O processo produz intensa atividade vulcânica de composição andesítica, comumente manifestada sob a forma de arquipélagos, conhecidos como “Arco de Ilhas”, de 100 a 400 km atrás da zona de subducção. Na zona de subducção forma-se uma fossa que será mais próxima do arco de ilhas, quanto mais inclinado for o ângulo de mergulho.
A colisão entre placa continental e uma oceânica provocará a subducção desta ultima sob a placa continental, que, a exemplo dos arcos de ilha, produzirá um arco magnético na borda do continente, caracterizado por rochas vulcânicas de composição andesítica e dacítica e rochas plutônicas de composição principalmente diorítica e granodiorítica, acompanhado de deformação e metamorfismo tanto das rochas continentais pré-existentes como de parte das rochas formadas no processo.
O choque entre placas continentais pode ocorrer após o processo colisional do tipo Andino, onde a continuidade do processo de subducção da crosta oceânica sob a crosta continental leva uma massa continental ao choque com o arco magnético formado inicialmente. Quando os dois continentes colidem, a crosta continental levada pela crosta oceânica mais densa mergulha sob a outra. Este processo não gera vulcanismo expressivo, mas produz intenso metamorfismo de rochas continentais pré-existentes e leva à fusão parcial de porções da crosta continental gerando magnetismo granítico.
Margens continentais
Como conseqüência da tectônica de placas, os continentes fragmentam e juntam-se periodicamente ao longo do tempo geológico. As evidências geológicas destas aglutinações e rupturas são encontradas em áreas de margens dos continentes atuais ou que foram no passado geológico e hoje se encontram saturada no meio dos continentes.
Margens Continentais Ativas: situadas nos limites convergentes de placas tectônicas onde ocorrem zonas de subducção a falhas transformantes, nestas margens estão em desenvolvimento atividades tectônicas importantes, como por exemplo, formação de cordilheiras, no processo chamado de erogênese. Na América do Sul, o exemplo de margem continental ativa é a costa do Pacífico, onde a Cadeia andina encontra-se atualmente em desenvolvimento. As margens continentais ativas constituem os ambientes geológicos onde se formam mélanges e ofiolitos, que irão compor o denominado prisma de acresção de um arco. Este prisma acrescionário é composto por rochas basálticas e sedimentos provenientes da raspagem da parte superficial da placa oceânica descendente, que foram adicionadas ao arco.
Margens Continentais Passivas: Desenvolvem-se durante o processo de formação de novas bacias oceânicas quando da fragmentação de continentes. Este processo é denominado de rifteamento, palavra proveniente do termo geológico em inglês Rift Valley, que significa um vale de grande extensão formado a partir de um movimento distensivo na crosta, que produz falhas subverticais e abatimento de blocos. Este processo inicia-se com o aumento pontual do fluxo térmico do manto, que ira causar o soerguimento e abaulamento da crosta continental sobre este ponto, eventualmente provocando o fraturamento e extrusão de rochas máficas. Com a subseqüente instalação de correntes de convecção no manto subjacente a esta região, inicia-se um processo distensivo gerando falhamentos normais e o desenvolvimento de estruturas do tipo rifty valley. Com a continuidade do movimento distensivo, ocorre o adelgaçamento da crosta continental até que finalmente ocorra a ruptura desta crosta e o desenvolvimento de uma crosta basáltica oceânica incipiente. Um novo oceano começa a se formar. À medida que o processo distensivo continua, a crosta oceânica e o oceano vão também aumentando. Ao longo das margens adelgaçadas dos continentes ocorre a movimentação tectônica de blocos, caracterizada principalmente, por sistemas de falhas subverticais.



Referencias Bibliograficas:
Disponível em http://an.locaweb.com.br/Webindependente/ciencia/terramov.htm acessado em 18/09/2009-20h19min
http://www.colegioweb.com.br/geografia/placas-tectonicas acessado em 18/11/2009-19h40min
Decifrando a terra
Orgazadores: Wilson Teixeira, M. Cristina Motta de Toledo,Thomas Rich Fairchild,Fabio Taioli Sao Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008.

http://www.miniweb.com.br/geografia/Artigos/geologia/Apostila%20Provao%20Geografia%20Ens-Medio.htm acessado em 09/11/2009-19h30min
http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/espaco-geografico.htm acessado em 09/11/2009-19h50min
http://pt.wikipedia.org/wiki/Espa%C3%A7o_geogr%C3%A1fico acessado em 09/11/2009-20h05min

Integrantes do Grupo:Édina,Luma,Jessica Kerckoff e Natali

Espaço, lugar e paisagem!

Nesse trabalho temos o objetivo de informar e esclarecer os significados dessas palavras dentro da geografia. Trazemos de forma simples e resumida uma explicação sobre um assunto que deveria ser de conhecimento de todos, por esse motivo, buscamos por materiais que pudessem nos auxiliar e fizemos esse trabalho tanto para adquirirmos mais conhecimento quanto para que possamos passá-lo adiante.

Espaço geográfico:
Um conjunto de lugares e relações.
O espaço geográfico é um espaço acessível aos homens e por ele utilizado para sua existência.

Lugar:
O lugar é um dos principais conceitos da geografia, que está ligado a espaços familiares. Mesmo mudando o lugar em que vivemos, nossa identidade continua a mesma, porém temos que nos adaptar a este novo lugar. O nosso lugar não é uma realidade sozinha ou isolada. Ele faz parte de um conjunto de lugares que podem ser divididos em diversas redes de relações como a política, a sociedade e a economia.

Um espaço diferenciado:
O espaço diferenciado tem um passado histórico. Esse espaço abrange toda superfície terrestre, porém ainda existem lugares de dificíl acesso ao homem. Com o crecimento da tecnologia, o homem passou a transformar ainda mais a natureza e a usar dos seus recursos provocando impactos anbientais mais intencificados.

Paisagem, o espaço que você pode perceber:
A paisagem é tudo que vemos formando assim um conjunto de elementos, divididos em elementos naturais e humanos ou culturais, podendo ser vista de forma ampla ou reduzida, dependendo do lugar ou situação que estivermos.



Paisagem natural: é aquela onde predominam os elementos naturais, com pouca ou nenhuma intervenção humana. (vista de forma reduzida)

"Paisagem é o conjunto de formas que, num dado momento, exprimem as heranças que representam as sucessivas relações localizadas entre o homem e a natureza" (Milton Santos)

Tempo:
O tempo é fundamental para o estudo e análise das paisagens que encontramos hoje no espaço geográfico.
Tempo cíclico: quando um fenômeno se repete em intervalos relativamente curtos.
Tempo histórico: apesar de não existir um consenso, convencionou-se dividir o tempo histórico em século, períodos e idades.
Tempo geológico: usado para contar a história da formação da Terra e dos continentes que, devido à sua duração muito longa é dividida em eras e períodos.

A localização dos lugares no espaço geográfico:
A localização é feita pelas coordenadas geográficas que são latitude, longitude e altitude. Sendo trabalhada como algo abstrato ou concreto. Concreto seria um local onde podemos nos mover, levando em conta as direções e a altitude. Usamos também a rosa-dos-ventos para nos orientarmos pelos pontos cardeais, colaterais e subcolaterais.


Rosa-dos-ventos 
Coordenadas geográficas:
Coordenas geográficas ou terrestres são estabelecidas por linhas imaginárias: paralelos e meridianos.
Alguns paralelos: Trópico de Câncer e Círculo Polar Ártico, no hemisfério norte e Trópico de Capricórnio e Círculo Polar Antártico, no hemisfério sul.

Sistemas e redes:
A relação entre os diferentes lugares do espaço geográfico é realizada por sistemas. Dos quais são urbanos, rurais, econômicos, políticos, ecológicos, climáticos e muitos outros. Redes é uma denominação dada pela constante troca de produtos e informações de um lugar para outro.

Referências bibliográficas:

ALMEIDA, Lúcia Marina Alves de. Geografia: geografia geral e do Brasil, KLN Artes gráficas.São Paulo:Ática, 2005.
Página da web: <http://saber.sapo.ao/wiki/Coordenada_geografica> Acesso em: 05 de dezembro de 2009.
Página da web: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Coordenadas_geogr%C3%A1FICAS> Acesso em: 28 de novembro de 2009.
Página da web: <http://www.multirio.rj.gov.br/cime/ME09_004.html> Acesso em: 28 de novembro de 2009.

Integrantes do grupo: Nádia, Júlia, Débora e Gisele.